Afroturismo em Porto Seguro: 15 casas demonstram interesse

Quinze casas de tradições religiosas demonstraram interesse em integrar a Rota Negra – Povos de Terreiro, roteiro de afroturismo em preparação em Porto Seguro. A proposta prevê visitas e atividades ligadas à história e à cultura das comunidades.

Segundo levantamento municipal, os espaços cadastrados incluem casas de Candomblé e Umbanda e uma casa ecumênica. A iniciativa é coordenada pela Superintendência de Promoção da Igualdade Racial, com apoio da Secretaria Municipal de Turismo.

As casas interessadas estão distribuídas entre áreas rurais e urbanas de Porto Seguro, incluindo Trancoso, Arraial d’Ajuda, Litoral Norte e a sede. A informação foi publicada em 3 de novembro de 2026.

afroturismo em Porto Seguro

O roteiro ainda está em preparação e a participação das comunidades depende de avaliação técnica. A proposta envolve apresentar saberes e práticas culturais, com visitas organizadas em diálogo com os espaços religiosos.

Casas interessadas e experiências previstas na Rota Negra

As atividades propostas para o afroturismo em Porto Seguro incluem rodas de conversa, gastronomia, dança afro e artesanato. Também foram mencionadas oficinas de fios de contas, costura, ervas e defumações.



No levantamento municipal, 13 casas relataram ter experiência em acolher visitantes, enquanto cinco disseram já oferecer visitas guiadas ou orientadas. Esses dados foram informados pelas próprias comunidades durante o cadastro.

As visitas deverão ser combinadas previamente com cada espaço religioso. A organização deve respeitar as regras das comunidades e preservar as áreas reservadas.

Avaliação técnica e organização das visitas às comunidades

O ingresso das casas no roteiro depende de avaliação técnica, que verificará aspectos como atendimento, acessibilidade, estrutura, horários e valores. Também serão consideradas as regras para fotografias, filmagens e circulação nos espaços.

Segundo o superintendente de Promoção da Igualdade Racial, Danilo Souza, esses critérios serão analisados antes da inclusão das comunidades na Rota Negra. A avaliação considera tanto as condições de acolhimento quanto as orientações próprias de cada casa.

Após a conclusão do roteiro, será disponibilizado um mapa oficial com os espaços participantes e instruções para agendamento. De acordo com o secretário municipal de Turismo, Guto Jones, o material reunirá essas informações para organizar o acesso às visitas.



Deixe um comentário