Mais de 1,2 mil peixes-leão foram retirados do mar no extremo sul da Bahia desde o início de uma força-tarefa, em julho. No balanço mais recente, pescadores entregaram 275 exemplares à Colônia de Pescadores Z-22, em Porto Seguro, segundo a TV Bahia.
Originária dos oceanos Índico e Pacífico, a espécie é considerada invasora no Atlântico. O Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) informa que ela não tem predadores naturais nessa região e se alimenta de peixes e crustáceos nativos.
A iniciativa reúne pescadores que capturam os animais em diferentes pontos da região e os entregam à colônia de Porto Seguro. A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia contabiliza avistamentos em pelo menos dez municípios.

Além dos riscos ao equilíbrio marinho e à atividade pesqueira, o peixe-leão tem espinhos venenosos. Exemplares são estudados pela Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), enquanto o Senac avalia formas de aproveitamento do pescado na gastronomia.
Balanço das capturas e ação em Porto Seguro
Antes do balanço mais recente, a Colônia de Pescadores Z-22 havia recebido 966 exemplares entre agosto e setembro, conforme informação divulgada em outubro. Os peixes foram capturados em diferentes pontos da região e entregues à entidade em Porto Seguro.
Para estimular a retirada do peixe-leão, a Prefeitura de Porto Seguro estabeleceu o pagamento de R$ 10 por peixe entregue. O valor é destinado aos pescadores que participam da iniciativa e apresentam os animais à colônia.
O primeiro registro da espécie no município foi confirmado em junho, no Parque Natural Municipal Marinho do Recife de Fora. A ocorrência marcou a identificação do peixe-leão nessa área de Porto Seguro.
Impactos ambientais, estudos e cuidados com o peixe-leão
Na Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), pesquisadores analisam a alimentação, a reprodução e a distribuição da espécie. Esses são os aspectos investigados a partir dos exemplares recolhidos no litoral.
Os espinhos do peixe-leão são venenosos e podem provocar ferimentos dolorosos. Em Porto Seguro, segundo a TV Bahia, os registros se concentram em áreas de pedras e corais, sem ocorrências em pontos de banho.
Em Salvador, exemplares foram capturados no Porto da Barra em setembro. O registro ocorreu fora de Porto Seguro e se soma aos avistamentos da espécie no litoral baiano.
A Secretaria do Meio Ambiente da Bahia promove uma capacitação sobre captura, manuseio e prevenção de acidentes. A atividade é voltada a orientações relacionadas à presença do peixe-leão na região.
Serviço
- Evento: Capacitação sobre captura, manuseio e prevenção de acidentes
- Data: de 17 a 19 de novembro
- Local: Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália e Caravelas


